Mulher suspeita de tentar sequestrar bebê em maternidade de Teresina é indiciada

  • 20/07/2026
(Foto: Reprodução)
Tentativa de sequestro em maternidade: o que se sabe sobre o caso A Polícia Civil do Piauí indiciou a técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha, de 42 anos, suspeita de tentar sequestrar uma recém-nascida na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, ela responderá por subtração de criança, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O órgão informou, neste segunda-feira (20), que a polícia concluiu o inquérito sobre a tentativa de sequestro de uma recém-nascida na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, na sexta-feira (17). A suspeita permanece presa preventivamente. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Em nota ao g1, a defesa de Auricélia de Sousa Rocha afirmou que ela foi diagnosticada com Transtorno Psicótico Agudo Polimorfo com sintomas esquizofrênicos e que a condição de saúde deve ser levada em consideração pela Justiça. Os advogados informaram que irão pedir a reavaliação da prisão preventiva. Segundo a defesa, surgiram novos elementos que justificam a substituição da medida por alternativas compatíveis com o tratamento de saúde da investigada (veja a íntegra da nota ao fim da reportagem). Defesa de tia de bebê que sofreu tentativa de sequestro diz que publicações buscavam dar visibilidade ao caso G1 e TV Globo O caso ocorreu em 6 de julho. Segundo a Polícia Civil, Auricélia entrou na maternidade mesmo estando de folga e usando o uniforme da unidade. Conforme a investigação, ela disse aos familiares que levaria a recém-nascida para fazer exames e, assim, conseguiu receber a criança. "Em seguida, ocultou a bebê em uma bolsa e tentou deixar o local, sendo impedida pela tia da vítima, que percebeu a movimentação suspeita e localizou a recém-nascida", informou a polícia em nota. Durante a investigação, a polícia ouviu testemunhas, analisou imagens de câmeras de segurança e reuniu provas técnicas e documentais sobre o caso. "Na residência da investigada, foram encontrados objetos e um ambiente preparado para receber uma criança, indicando possível planejamento prévio da ação", comunicou a PCPI. Segundo a polícia, a análise de registros eletrônicos e de documentos médicos apontou que a investigada fingia estar grávida havia vários meses, embora não estivesse gestante. "Diante do robusto conjunto probatório reunido, a autoridade policial concluiu pela existência de indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva, encaminhando o inquérito ao Poder Judiciário, com ciência ao Ministério Público e à Defensoria Pública para adoção das medidas legais cabíveis", concluiu a polícia. Nota da defesa A defesa técnica de Auricélia de Sousa Rocha informa que teve acesso aos elementos produzidos no inquérito policial e reafirma sua confiança no Poder Judiciário e no devido processo legal. Desde o início, a defesa reconhece a gravidade dos fatos investigados e manifesta solidariedade à criança e à sua família. Contudo, é imprescindível destacar que a investigação também revelou circunstâncias que exigem uma análise técnica, imparcial e humanizada do caso. Os próprios autos passaram a contar com novos depoimentos, imagens do sistema de videomonitoramento e documentação médica oficial, elementos que deverão ser apreciados pelo Poder Judiciário antes de qualquer conclusão definitiva. Um dos aspectos mais relevantes é que Auricélia foi submetida à avaliação no Hospital Areolino de Abreu, referência em saúde mental no Estado do Piauí, recebendo diagnóstico de Transtorno Psicótico Agudo Polimorfo com sintomas esquizofrênicos (CID F23.1), com encaminhamento para tratamento psiquiátrico especializado. Esse quadro clínico é contemporâneo aos fatos investigados e constitui elemento relevante para a correta compreensão do caso. Também merece registro que a própria investigação identificou limitações nas imagens de segurança existentes na maternidade, reconhecendo a existência de áreas sem cobertura por câmeras, circunstância que reforça a necessidade de cautela na reconstrução integral da dinâmica dos fatos. A defesa ressalta que a discussão sobre eventual responsabilidade penal deverá ocorrer no momento processual oportuno, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa. Da mesma forma, qualquer conclusão acerca da condição mental da investigada dependerá da avaliação dos órgãos competentes e, se necessário, da realização de perícia oficial. Neste momento, a defesa continuará buscando, pelas vias legais, a reavaliação da prisão preventiva, por entender que existem elementos supervenientes que recomendam a adoção de medidas cautelares compatíveis com o tratamento de saúde da investigada, sem qualquer prejuízo à continuidade das investigações. Por fim, a defesa pede respeito à presunção de inocência, à dignidade de todos os envolvidos e à privacidade das famílias, evitando julgamentos precipitados antes da conclusão do processo judicial. Tiago Carvalho Moreira Advogado VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

FONTE: https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2026/07/20/bebe-maternidade-teresina.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Anunciantes