'Golpe da facção': delegado alerta para fraude que tirou família de casa em Teresina após supostas ameaças
11/05/2026
(Foto: Reprodução) Golpe da facção: entenda a extorsão por telefone
Uma família ficou fora de casa por cerca de 20 horas após golpistas se passarem por integrantes de uma facção criminosa, fazerem ameaças de invasão e exigirem dinheiro em Teresina. Nesta segunda-feira (11), em entrevista à TV Clube, o delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos, alertou sobre o crime, conhecido como "golpe da facção".
Segundo o delegado, a família chegou a transferir R$ 300 aos criminosos e dormiu uma noite em um hotel após as ameaças de invasão à residência - o que não ocorreu. Outros casos foram registrados desde 2025. Nenhum suspeito foi identificado.
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O golpe ocorre por meio de ligações telefônicas ou mensagens por aplicativos, com uso de informações pessoais das vítimas, como nome e endereço. O delegado explicou que, geralmente, os criminosos escolhem vítimas aleatórias.
"A vítima precisa entender que, se não tem nenhum relacionamento com facções criminosas e não participa do mundo do crime, a abordagem é aleatória", comentou.
Muitas vezes, os dados das vítimas já estão expostos na internet, principalmente em postagens feitas por elas mesmas nas redes sociais.
O modus operandi dos criminosos envolve pressão psicológica, ameaças e exigências de transferências bancárias. A orientação é que a vítima converse com um familiar de confiança e procure a polícia.
Em casos de ligações ou envio de áudios, é importante que a vítima observe o sotaque do golpista. Segundo ele, a presença do DDD 86 não significa, necessariamente, que o suspeito seja piauiense ou esteja em Teresina.
"Na maior parte das investigações, os criminosos estão fora do estado, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul. Prestem atenção no sotaque e no modo de falar, pois a intenção é causar terror e fazer com que a vítima se sinta pressionada a realizar as transferências", orientou.
O delegado reforçou a importância de a vítima não realizar transferências bancárias, registrar um boletim de ocorrência, não responder às mensagens e bloquear o contato. Ele também orientou que sejam guardadas provas e capturas de tela da conversa para auxiliar na investigação.
Pessoa mexendo no celular
Reprodução/ RBS TV
*Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.
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