Chuvas e volta às aulas aumentam casos de doenças respiratórias em crianças

  • 10/02/2026
(Foto: Reprodução)
A principal estratégia é investir em medidas para reduzir a intensidade das doenças, diz pediatra. Banco de Imagem - Med Imagem Com a chegada do período chuvoso e o retorno das aulas, cresce o número de atendimentos pediátricos relacionados a doenças respiratórias. O alerta é do pediatra e diretor do Hospital Prontomed Infantil, do Grupo Med Imagem, dr. Ramon Nunes (CRM 5271), que explica que esta época do ano é marcada por uma "cheia" nos serviços de saúde, tanto na rede pública quanto privada. "Esse é um período que vários fatores se somam. A gente tem um período mais chuvoso, com oscilação de temperatura e aumento de umidade, isso leva as pessoas a ficarem mais tempo dentro de ambientes fechados e tem a volta às aulas, quando muitas crianças, que estavam em casa, começam a compartilhar vírus com os outros coleguinhas, o que aumenta significativamente os casos de doenças respiratórias", explica o médico. Além desses fatores, o pediatra cita a imaturidade do sistema imunológico das crianças para o aumento das infecções, principalmente, em crianças menores de quatro anos. "A imunidade é algo construído ao longo da vida, por isso, as crianças adoecem mais que os adolescentes e adultos, sendo o risco ainda maior nos primeiros dois anos de vida, período em que a imunidade ainda está em formação e o calendário vacinal está em atualização", frisou. Segundo ainda o dr. Ramon Nunes, não há medicamentos capazes de fortalecer diretamente a imunidade infantil de forma a evitar o adoecimento. A principal estratégia é investir em medidas para reduzir a intensidade das doenças e sua propagação, o que o médico chama de "básico bem feito". Entre os cuidados essenciais estão alimentação equilibrada, vacinação em dia, sono adequado, higiene pessoal e do ambiente, redução do tempo de telas e estímulo a atividades físicas e brincadeiras ao ar livre. "Ambientes abertos e ventilados diminuem a propagação de vírus. Além disso, a criança aprende por cópia: se os adultos dão bom exemplo, ela aprende hábitos saudáveis. Então, é lavar as mãos antes das refeições, ensinar a higiene da tosse, ensinar a criança os cuidados que podem proteger o coleguinha do lado, reforçar a vacinação não só para crianças quanto para os adultos, essas medidas ajudam muito", destaca. Doenças mais comuns neste período Durante este período do ano, as doenças respiratórias mais frequentes em crianças são gripes, resfriados, rinite alérgica, crises de asma ou bronquite e a bronquiolite, especialmente, em bebês menores de dois anos. O médico lembra que avanços recentes na prevenção ajudam a reduzir casos graves, como a vacinação da gestante, que protege o bebê ainda no útero, e a vacina contra a bronquiolite, já disponível na rede privada e com previsão de inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS). Vacinação reduz gravidade dos quadros Embora não impeça totalmente a infecção, a vacinação é fundamental para reduzir a gravidade das doenças respiratórias e o risco de internações. "Uma criança vacinada pode até ficar doente, mas terá sintomas mais leves e maior chance de recuperação em casa", reforça o diretor do Prontomed Infantil. Entre as vacinas recomendadas estão Influenza (gripe), Covid-19, pneumococo e coqueluche. O especialista reforça que a imunização deve envolver toda a família, não apenas as crianças.

FONTE: https://g1.globo.com/pi/piaui/especial-publicitario/grupo-med-imagem/noticia/2026/02/10/chuvas-e-volta-as-aulas-aumentam-casos-de-doencas-respiratorias-em-criancas.ghtml


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